Nova York nunca me deixa ser observador. Mesmo de volta, viro corpo capturado dentro de uma máquina que nunca para.
Movimento, arquitetura, comércio, luzes, pessoas, tudo ali parece acelerado. Cada rua é construída para disputar minha atenção; cada superfície exige uma resposta que não chego a formular.
Não caminho pela cidade. Sou atravessado por ela, outra vez.
Estas fotografias não descrevem Nova York. São o registro de um corpo que nunca aprendeu a se equilibrar ali.
New York never lets me remain an observer. Even back home, I become a body caught inside a machine that never stops.
Movement, architecture, commerce, lights, people, everything there seems accelerated. Every street is built to compete for my attention; every surface demands a response I never quite manage to formulate.
I do not walk through the city. I am traversed by it, once again.
These photographs do not describe New York. They are the record of a body that never learned how to find its balance there.