VERTIGO

VERTIGO

Nova York nunca me deixa ser observador. Mesmo de volta, viro corpo capturado dentro de uma máquina que nunca para.

Movimento, arquitetura, comércio, luzes, pessoas, tudo ali parece acelerado. Cada rua é construída para disputar minha atenção; cada superfície exige uma resposta que não chego a formular.

Não caminho pela cidade. Sou atravessado por ela, outra vez.

Estas fotografias não descrevem Nova York. São o registro de um corpo que nunca aprendeu a se equilibrar ali.

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